Música, Pessoal

Sim, eu te reconheci!

Sandy, há pouco tempo atrás eu era apenas uma expectadora da sua carreira. Desde 1993 quando a minha vizinha me viu com o cassete de “Pra dançar com você” nas mãos e disse – Leva, alí, bem alí larguei as canções das Paquitas e comecei a ouvir amor pela voz de Sandy & Junior. Cresci secretamente ao seu lado e das minhas melhores amigas cantando junto comigo. Não faltaram tentativas de ir à um show da dupla; o ingresso acabou; “só pode um ingresso por pessoa aqui no Maracanã”; é longe e contra mão para ir. Aí de repente nunca mais poderia vê-los juntos em cima de um palco.

Foram tardes e mais tardes, e noites e noites com uma lamparina ligada em meu quarto com o encarte nas mãos à cantar. Lembro de quase todos os cds que passei a compra depois do cassete. Porém um dos mais especiais foi o da capa “preta” conhecido entre os fãs. Pedi à minha mãe de presente e reclamei que ela nunca havia me dado um presente acompanhado de um cartão. No quarto tinha uma escrivaninha, e foi bem assim que cheguei correndo da escola e fui até o quarto; o cd estava encostado entre uns livros e o cartão ao lado, é tão marcante essa memória, seu olhar fixo e o do Juninho perdido, de lado.

Minha melhor amiga cantora, são tantas histórias, sabe. E agora, grande, responsável pelo dinheiro que ganho já pude ir em dois shows seus, o “Manuscrito” e a turnê “Teaser” que antecedeu o “Meu Canto”. Só te via de pertinho assim, e engraçado que me sentia satisfeita! Faltava aquele autógrafo, aquela foto, aquela proximidade que nos faz sentir a pessoa mais sortuda do mundo.

Só agora em 2016 que essa vontade acendeu de uma forma onde tudo se encaixava para que desse certo. Inventaram o UBER, o VLT e plantaram amigos que já eram seus e agora são meus e seus, nossos! Na corrida por um sonho comprei o dvd, o único, na Americanas da Rua Uruguaiana e de lá saí correndo pra te encontrar. Foram átimos de segundo, correria, eu te entregando o dvd por debaixo da multidão e você, me olhando e perguntando “É Helena, né?” – e foi! Ai, foi, foi mesmo..! Não queria pegar nas partes que você encostou para não tirar as digitais, mas já saiu! O que não sai é essa inspiração, essa felicidade de ter uma foto, esse dvd que foi desembalado às pressas no saguão e que ficou tão mais legal com o Pilot azul!

sandy2SOME DREAMS LIVE ONLY TIME FOREVER (REACH – Gloria Stefan)

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(Di) vagando

Visão sobre cinema europeu.

De alguém que é entusiasta, nada técnico, apenas percepções!

Os filmes europeus que já assisti: Vicky Cristina Barcelona, Blue Jasmine,  (esses do Woody Allen são norte-americanos — minha total falta de pesquisa nessas horas.) Amelie Poulain, A espuma dos dias e O novíssimo testamento. Juro que tem outros mas a memória me falha.

Os roteiros

Adoro a narrativa, sempre tem alguém que conta a história, uma personagem ou uma voz de um francês rápido e sarcástico. Costumo dar risadas com essas narrações. A narrativa em si é gostosa de acompanhar, costuma contar detalhes dos personagens, e isso me faz analisar os distúrbios que os diretores insistem em aplicar neles, como todos têm mas às vezes não fica implícito.

Um clássico é a cena onde do alto do prédio Amelie Poulain solta um “Quinze”, se referindo a quantos casais estão tento orgasmos naquele momento.

amelie-poulain

Os diálogos

Cômicos. Talvez porque eu em particular ache a pronúncia do francês com raiva bem caricata. Mais uma cena clássica de quando Amelie sobe no telhado do vizinho e resolve se vingar dele desligando a antena da tv, ele se irrita e solta uns palavrões (racho que rir!). Até existe bastante diálogo em “Vicky Cristina Barcelona” que poderia sair do meu time de filmes-europeus-não-americanizados. Mas é óbvio que se aplica porque com certeza é um dos filmes que mais me emociona com o narrador introduzindo a história seguida das cenas.

As personagens

Do último que estou assistindo (pausei no início), “The Brand New Testament”, a menina que se passa como filha de Deus flui entre as cenas como uma peça chave mas que não é percebida pela família até aprontar. Ela narra a história e passeia por cenário fantásticos, como o escritório do pai, nunca antes visitado. Não deixa de ser também uma personagem cômica desde a forma como se sente à forma como narra a história. A conversa com J.C é a melhor!

Todos fogem àquelas personas reais do cinema americano. Como assim? São pessoas que parecem ter saído de um sonho, que entra no meu inconsciente analítico – analiso secretamente aquela personalidade por um vasto espaço de tempo. Aprecio filmes americanos, mas não sei exatamente exemplificar em palavras os personagens europeus. A forma como são dirigidos, norteados e em quem se inspiram!

*

Assistam ao cinema europeu. Nem todos gostam, dizem ser uma bosta, uma loucura, não conseguem prender-se por muito tempo à história. Falar do cinema americano é facílimo, resenhamos filmes com facilidade, mas já o cinema europeu requer um pouco de tempo debruçado sobre as cenas e as percepções para serem descritos.

 

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(Di) vagando

O lugar para onde voltar.

“Você pôs nas mãos dele o seu porto seguro, como se ele fosse sua tábua de salvação”. Passei boa parte do tempo me sentindo injusta mas sem saber de verdade como ser justa comigo. Quando de repente encontrei ali o que mais esperei, quem me respeitava, quem compreendia minhas dores e alguém que muito sabe da vida vem e me diz “Tente ser mais leve, menos dependente”. Após muito pensar vi que era questão de tempo, era questão de saber quem eu era na relação à ponto de me conhecer tanto, saber o meu lugar, para tê-la somente como uma extensão de mim e não o barco que pode partir sem me esperar.

céu 31.07

Olhei para esse Céu de hoje e acho que encerrei bem meu mês de Julho

Hoje em dia eu sei, ou pelo menos tento manter-me confiante, quem eu sou na vida de cada qual que me rodeia, mas é óbvio que aparece aquelas pessoas incríveis que brilham como um diamante lapidado – mas que são brutos -; e me dá aquele medo de perder, de falhar, de ir embora, de não corresponder.

Algo que o tempo me ensinou é para onde correr quando não me reconheço, aquela tal crise existencial; E como já dizia um poema motivacional “Sempre preserve aqueles velhos amigos e bons pois é para lá que você vai correr”. E mais… Existem mil pessoas as quais você não se confessaria, não teria tato para ser compreendia em sua incompreensão… mas basta uma que te compreenda; você sabe, você corre e tudo fica okay novamente.

Quem me conhece sabe que sou ótima em deixar falar e pontuar nos momentos certos. Às vezes a cabeça fervilha mas não se pode jogar todas as cartas no colo de alguém que pode não compreender. Life is a classroom, e nenhuma matéria é dada toda em um dia.

Isso que escrevi, um tanto desconexo, é uma oração do meu coração ao tempo, que ele sempre me preserve do muito pior e que sempre possa encontrar meus diversos portos, vou lá com meu barquinho, independente se a rede tá cheia, mas que os compradores apostam nessa vendedora de ideias e negociam comigo na camaradagem suas bagagens.

Esse cd é um caminho que uso para me reencontrar, uma vez que ele só me causa boas sensações:

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