O seu comportamento sabota julgamentos.

“eu ri na cara da hipocrisia por que no fundo todo mundo é um pouco hipócrita”

O poder da observação fez com que eu escolhesse alguns caminhos pra mim. Um dia eu me apaixono perdidamente, no outro percebo que é coisa que inventaram na minha cabeça; aquela primeira aparição ofuscou os meus sentidos até que pude perceber que era melhor mesmo continuar sozinha. E rindo, como se nada tivesse acontecido! Chamo isso de auto hipocrisia (isso não existe de fato na psicologia, que fique bem claro!) e se dá quando o coração quer uma coisa mas de fato não condiz com seus valores. Mas é assim que acontece: primeiro se observa o que é belo, ofuscante e depois vai se lapidando o sentimento até que se fica bem resolvido com ele à ponto de rir. Quando eu consigo rir de algo é porque não dói mais. Só nesse manejo de ser hipócrita, rir e cair na real eu já me livrei de belos e marcantes arranhões.

O que mais me intriga é a conexão, não é bem exatamente esse termo, mas deixa eu exemplificar. Você pega um ônibus lotado de gente (esse ônibus é o seu coração), você está muito cansada e a maioria não vai te ceder o lugar (por que ninguém sabe do que você passa), vão até mesmo lhe empurrar e fingir que não ouviram o seu “com licença”. Até que o destino te faz parar na frente de uma pessoa que diz: “Me deixa segurar sua mochila”. E todo fardo diminui. É mais ou menos assim a conexão. Quando alguém entre milhões consegue te pegar no ponto fraco, sem saber exatamente o que você sente, mas se torna gentil.

Quando dá eu sento perto da janela e até deixo a lágrima cair por que nem toda de ferro eu sou. Finjo que ninguém vai ver, seja lá que cor tem a minha lágrima ela sempre será transparente aos olhos de quem passa batido. É paixão, é dor, na maioria das vezes é dor, e são várias ao mesmo tempo que me pegam no ponto fraco. É meu eu querendo sair, são os caminhos desencontrados, é a demora do provento, é cansaço mortal. E como seria? Olho pro Céu e por mais azul e límpido que esteja o que importa sempre será o que se passa dentro de mim. O amor, a dor, a felicidade, a infelicidade, o tesão, a opressão sempre virá de dentro pra fora e é o sentimento que pinta o momento; você sozinha e mais ninguém.

Pretendo alcançar uma das maiores virtudes da vida: não deixar que interfiram de todo na forma como eu me sinto. Sem importar com minha significância ou não, se tenho um lugar especial ou não. Por que no fim, ao longo do tempo, é você e você mesmo e as poucas e boas sensações que as pessoas (também poucas) plantam em você.

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