Visão sobre cinema europeu.

De alguém que é entusiasta, nada técnico, apenas percepções!

Os filmes europeus que já assisti: Vicky Cristina Barcelona, Blue Jasmine,  (esses do Woody Allen são norte-americanos — minha total falta de pesquisa nessas horas.) Amelie Poulain, A espuma dos dias e O novíssimo testamento. Juro que tem outros mas a memória me falha.

Os roteiros

Adoro a narrativa, sempre tem alguém que conta a história, uma personagem ou uma voz de um francês rápido e sarcástico. Costumo dar risadas com essas narrações. A narrativa em si é gostosa de acompanhar, costuma contar detalhes dos personagens, e isso me faz analisar os distúrbios que os diretores insistem em aplicar neles, como todos têm mas às vezes não fica implícito.

Um clássico é a cena onde do alto do prédio Amelie Poulain solta um “Quinze”, se referindo a quantos casais estão tento orgasmos naquele momento.

amelie-poulain

Os diálogos

Cômicos. Talvez porque eu em particular ache a pronúncia do francês com raiva bem caricata. Mais uma cena clássica de quando Amelie sobe no telhado do vizinho e resolve se vingar dele desligando a antena da tv, ele se irrita e solta uns palavrões (racho que rir!). Até existe bastante diálogo em “Vicky Cristina Barcelona” que poderia sair do meu time de filmes-europeus-não-americanizados. Mas é óbvio que se aplica porque com certeza é um dos filmes que mais me emociona com o narrador introduzindo a história seguida das cenas.

As personagens

Do último que estou assistindo (pausei no início), “The Brand New Testament”, a menina que se passa como filha de Deus flui entre as cenas como uma peça chave mas que não é percebida pela família até aprontar. Ela narra a história e passeia por cenário fantásticos, como o escritório do pai, nunca antes visitado. Não deixa de ser também uma personagem cômica desde a forma como se sente à forma como narra a história. A conversa com J.C é a melhor!

Todos fogem àquelas personas reais do cinema americano. Como assim? São pessoas que parecem ter saído de um sonho, que entra no meu inconsciente analítico – analiso secretamente aquela personalidade por um vasto espaço de tempo. Aprecio filmes americanos, mas não sei exatamente exemplificar em palavras os personagens europeus. A forma como são dirigidos, norteados e em quem se inspiram!

*

Assistam ao cinema europeu. Nem todos gostam, dizem ser uma bosta, uma loucura, não conseguem prender-se por muito tempo à história. Falar do cinema americano é facílimo, resenhamos filmes com facilidade, mas já o cinema europeu requer um pouco de tempo debruçado sobre as cenas e as percepções para serem descritos.

 

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