La La Land embotamento afetivo.

Desde o dia em que Antônio, meu professor de psicologia, falou sobre embotamento afetivo vez ou outra me pego embotada. E dessa vez é diferente, me pega na hora de dormir. É uma falta de ar e um choro que vai além do peito. Sou transportada para um lugar em que sonhos são apenas vagas lembranças de motivos propulsores, dias ensolarados me lembram de uma vida que não vivi, ando me surpreendendo em não ter como encorajar outras pessoas e me vejo também numa tentativa enorme de negar um fato: estou ferida, caída e extremamente machucada.

É comparado à uma cena de “O fabuloso destino de Amélie Poulain” na qual sua vizinha lhe questiona sobre a existência de milagres; “Não hoje”. Parece besta, um tanto utópico ficar comparando sempre com as mesmas referências. Há um mês atrás assisti La La Land e depois a vida fez tanto sentido, trabalhar para conseguir algo que eu sonhe (???) estava fácil de acreditar, havia também terminado um workshop sobre “Viver a jornada”, estava bem pronta e armada. Mas não se houvesse uma questão tamborilando minha estrutura.

A cidade das estrelas brilha para todos menos pra mim

Vou criando um personagem, soltando spoiler da realidade esporadicamente, enquanto vivo esse período escuro. Poderia referenciar a qualquer outra série ou filme, mas é melhor deixar isso para lá, também. Começar de vez, se ainda houver tempo, a falar em primeira pessoa, tirar essa falta de afeto e doar a alguém que precise de verdade, pegar mais sol, e por que não contar a alguém o quanto La La Land continua sendo um filme fantástico pra ver se mais alguém se apaixona, continuar a sentir-me na obrigação de dar frescor a esse coração sempre tão inspirado e que neste momento encontra-se necessitado de afeto.

(um post bem pequeno para inserir logo 3 imagens, regras)

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