As premissas de “Vem”, o 4º cd da Mallu.

Eu não nasci pra ver o mundo desabar.

(Navegador – Mallu Magalhães)

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foto: Revista Rolling Stone

Antes mesmo de dedilhar sobre o teclado acerca do novo álbum da Mallu Magalhães que lança amanhã, preciso dizer sobre as minhas premissas a partir do momento em que ouvi os 4 primeiros singles de “Vem”.

“Nunca vai acontecer o pior, antes que ele aconteça algo intervirá”

É sempre bom alerta sobre o quão aguentamos nessa vida, seja para o Deus da sua crença ou para um caso, mãe, pai, amigos e animais de estimação. Ou fazemos o alerta através do afastamento, pela coragem austera de uma “dr” ou através de música. “Você se faz de louca, mas tô sacando o teu veneno. Não vem na minha sopa, não vem no meu terreno” – avisa Mallu no primeiro vídeo clipe do “Vem”, “Você não presta”. E ponto final, tá tudo ali exposto, debochadamente esclarecendo que não há segredo ou mistério, apenas a certeza de que todos têm seu mundo particular e que ninguém entra.

Comecei a entender, e agora já falando da obra musical da Maria Luiza, que há uma jovialidade no seu interior e também uma imensa coragem de eclodir como um vulcão. Uma certa dependência assumida, o medo de ficar sozinha, são alguns dos temas abordados no antigo disco “Pitanga”. “Vem” já avisa que “Eu não vou tentar te convencer de nada” – Ou me aceita do jeito que eu sou, ou vai. Entendi que eu mesma posso navegar nas ondas da felicidade e adquiri um tronco forte de navegador, avisa em “Navegador”, segunda música lançada. Com os metais afinados e guitarras à mais que violões ela explode, rasga o coração voltando atrás, com a promessa de trazer uma estrela da madrugada afirmando que vale à pena amar. Convence em “Será que um dia” e demonstra toda incerteza que temos em um relacionamento, se seremos o bastante e compreendendo que não é nada legal, desde o início, quando uma das partes “Abre mão das suas aventuras para viver as do outro”.

Essa última tem uma melancolia profunda, apesar de fazer o ouvinte dançar, Mallu quase chora ao microfone e faz chorar o ouvinte. Prometi pra mim que por um bom tempo irei pular essa faixa, por motivos ainda desconhecidos mas certa de que não aguento, suporto, ouvi-la.

“Vem” lança amanhã e essa aqui estava ansiosa desde de segunda feira à espera. O mais importante é que Mallu não tem segredo com seu público, ela solta as músicas que acha necessárias para irmos aturando a espera das demais faixas. E eu tô é muito feliz, se tem uma coisa que me deixa feliz é saber que um artista que acompanho está para lançar algo novo e que este não demora.

Sim, eu te reconheci!

Sandy, há pouco tempo atrás eu era apenas uma expectadora da sua carreira. Desde 1993 quando a minha vizinha me viu com o cassete de “Pra dançar com você” nas mãos e disse – Leva, alí, bem alí larguei as canções das Paquitas e comecei a ouvir amor pela voz de Sandy & Junior. Cresci secretamente ao seu lado e das minhas melhores amigas cantando junto comigo. Não faltaram tentativas de ir à um show da dupla; o ingresso acabou; “só pode um ingresso por pessoa aqui no Maracanã”; é longe e contra mão para ir. Aí de repente nunca mais poderia vê-los juntos em cima de um palco.

Foram tardes e mais tardes, e noites e noites com uma lamparina ligada em meu quarto com o encarte nas mãos à cantar. Lembro de quase todos os cds que passei a compra depois do cassete. Porém um dos mais especiais foi o da capa “preta” conhecido entre os fãs. Pedi à minha mãe de presente e reclamei que ela nunca havia me dado um presente acompanhado de um cartão. No quarto tinha uma escrivaninha, e foi bem assim que cheguei correndo da escola e fui até o quarto; o cd estava encostado entre uns livros e o cartão ao lado, é tão marcante essa memória, seu olhar fixo e o do Juninho perdido, de lado.

Minha melhor amiga cantora, são tantas histórias, sabe. E agora, grande, responsável pelo dinheiro que ganho já pude ir em dois shows seus, o “Manuscrito” e a turnê “Teaser” que antecedeu o “Meu Canto”. Só te via de pertinho assim, e engraçado que me sentia satisfeita! Faltava aquele autógrafo, aquela foto, aquela proximidade que nos faz sentir a pessoa mais sortuda do mundo.

Só agora em 2016 que essa vontade acendeu de uma forma onde tudo se encaixava para que desse certo. Inventaram o UBER, o VLT e plantaram amigos que já eram seus e agora são meus e seus, nossos! Na corrida por um sonho comprei o dvd, o único, na Americanas da Rua Uruguaiana e de lá saí correndo pra te encontrar. Foram átimos de segundo, correria, eu te entregando o dvd por debaixo da multidão e você, me olhando e perguntando “É Helena, né?” – e foi! Ai, foi, foi mesmo..! Não queria pegar nas partes que você encostou para não tirar as digitais, mas já saiu! O que não sai é essa inspiração, essa felicidade de ter uma foto, esse dvd que foi desembalado às pressas no saguão e que ficou tão mais legal com o Pilot azul!

sandy2SOME DREAMS LIVE ONLY TIME FOREVER (REACH – Gloria Stefan)

1989 o novo álbum da Taylor que é sucesso!

De acordo com o andamento do processo de como conheci o cd RED da Taylor Swift, o mesmo se deu com 1989. Estava indo para a praia em 2012 quando “Trouble” começou a tocar na rádio, o que me chamou a atenção foram as primeiras palavras “Once upon a time”… e logo depois vim saber que se tratava da Taylor Swift que cantava Breath. Meses depois que comprei o RED, não foi nem pela música que me foi apresentada foi pelo fato de que Taylor Swift capricha nos combos dos cds. Para que alguém compre um cd hoje em dia de verdade tem que haver um diferencial.

Em 1989  conheci Shake it off, que é uma música dançante bem parecida com “I knew you were trouble”, mas 1989 nada se parece com a Taylor country, em nenhuma das canções há o ritmo country. Taylor virou de vez POP! Isso me fez comprar 1989. E também quis muito saber se não seria enganada e teria meu pacotinho de Polaroid (e depois vir a saber que são 5 sets diferentes!)!

Você deve no mínimo baixar uma versão dessas da internet para conferir os novos sucessos da Taylor. De verdade. Comecei gostando dela com Breath, uma baladinha bem “início da carreira da Wanessa Camargo” e que me fazia sonhar. Depois vieram umas músicas em parceria, mas ainda assim country (eu gosto de country mas não do country que a Taylor faz…).

Me surpreendi positivamente com o POP chiclete (que eu adoro e quem não gosta?!) que Taylor (zinha) fez para seu 1989!

O pacotinho de fotos. Explico que são 13 fotos e cada uma vem com uma parte de letra.

O cd fora da case que acompanha!

Por dentro! A arte mais linda impressa no cd *-*

A música preferida <3

A música preferida desfocada <3

This Love – Taylor Swift.

quando estava afogando foi quando eu poderia finalmente respirar

Pacotinho de Polaroid <3

Essa canção é transcendental!

LETRA E TRADUÇÃO

Quando você é jovem, você simplesmente corre, mas você volta para o que precisa.

A case <3

A case e o cd <3

que foram construídos a desmoronar do que cair para trás em conjunto

– Welcome to NY

Taylor não disponibilizou o cd no Spotify e em nenhum desses tocadores que fazem sucesso hoje em dia. Então… é comprar ou comprar. Eu não me arrependo de ter comprado por que me senti respeitada por admirar suas músicas e ganhar um cd tão bem feito, literalmente!

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